BOATOS E LENDAS NAS REDES SOCIAIS

Há alguns dias atrás circulou nas redes sociais e de relacionamentos (WhatsApp) a foto de uma criança que estava perdida, ao fundo na parede estava um desenho do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A foto se transformou num viral e a mensagem que acompanhava era de que a criança precisava de ajuda para encontrar a família e estava na Câmara Municipal de Osasco.
Esta mensagem se transformou num viral por conta da boa intenção da população em geral, no entanto, muitas pessoas acabam transmitindo uma notícia sem ao menos verificar a veracidade dos fatos. Isso muitas vezes ocorre pelas milhares de correntes distribuídas diariamente pelos diversos usuários de redes de relacionamentos.

Contudo, a foto e mensagem não passou de boatos e de uma brincadeira de mau gosto, pois, mobilizou milhares de pessoas para uma atividade em vão. Essa foi uma história simples no contexto geral, mas, nem sempre informações malvadas acabam bem. A divulgação de boatos e mentiras pela Internet, além de prejudicial aos que neles acreditam, pode trazer responsabilidade para quem as divulga. Ainda que, em muitos casos, as informações falsas circulem pela Internet por pura ingenuidade de quem as repassa a outros, o fato é que quem inventa e dissemina essas informações deliberadamente pode ser processado pelas vítimas da boataria e por quem tem o seu nome envolvido em tais mentiras.

Recebemos diariamente diversas denúncias pelo disk 100 e contatos telefônicos sobre casos de abusos, maus tratos, negligencias e outros. Temos que dar a maior prioridade possível a tais casos, uma vez que pode existir uma criança correndo riscos de vida. A atenção e o comprometimento dos conselheiros tutelares da cidade são muito focados, no entanto, a demanda é muito grande para um número pequeno de conselheiros. A legislação propõe a cada 100 mil habitantes 1 Conselho Tutelar, ou seja, se Osasco tem uma estimativa de 700 mil habitantes necessitaríamos de pelo menos mais 4 Conselhos Tutelares para dar conta de tanto trabalho e investigações.

Ora, a mensagem principal desta coluna é na verdade um pedido para que toda a população ou as pessoas em sã consciência não fizessem denúncias falsas ou replicassem correntes sem antes averiguar. Uma brincadeira ou uma denúncia falsa tira-nos a possibilidade de investigar uma verdadeira que pode a tempo colocar uma criança fora de qualquer risco ou exploração.


A consciência de que precisamos trabalhar juntos para proteção e segurança de nossas crianças começa com um trabalho verdadeiro e de equipe. Investigue a fonte da informação e procure os órgãos competentes antes de multiplicar qualquer corrente independente se faz sentido ou não. No caso que envolve a criança e o adolescente procure o Conselho Tutelar mais próximo da sua região. Isso fará toda a diferença... tenha um dia abençoado!

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