Mexer no celular do filho – Invasão de Privacidade ou Zelo?

Este é o dilema vivido por muitos pais. Há quem lute e relute em dizer que se a mãe ou o pai vistoriar, vasculhar, mexer, espiar ou monitorar o celular ou as redes sociais de uma criança ou adolescente é INVASÃO DE PRIVACIDADE. Por sua vez, muitos pais lutam e relutam em dizer que fazem isso por zelar pela integridade física e moral dos filhos e da família.

Contudo, inegavelmente o mundo virtual é presente na vida das famílias, no entanto, afim de ter paz para conversar, resolver problemas, executar tarefas entre outros, os adultos enfiam nas mãos das crianças o primeiro equipamento eletrônico que estiver pela frente. Antes mesmo de aprenderem a amarrar os sapatos já se tornam “expert” no mundo virtual.

Isso não é exclusividade de uma ou outra família, mas, uma crescente em praticamente todas as famílias. E tudo acontece numa velocidade tão acelerada que as discussões do certo ou errado e o que fazer e não fazer parecem não acompanhar o cotidiano das gentes.
Hoje lamentavelmente tenho encontro com pais de crianças de 9 anos de idade em minha sala no Conselho Tutelar para tentar encontrar uma solução em que o acesso ilimitado e não monitorado das redes de relacionamentos fez com que a criança seduzida ou não mandasse fotos pornográficas pelo celular e inevitavelmente se tornasse um viral. Se a ideia não era invadir a privacidade da criança, e agora? O que deveria ter feito então?

Entendo que radicalizar também seria uma forma errada de educar e ensinar o caminho certo, no entanto, todo cuidado é pouco para que a liberdade e os valores não sejam jogados no lixo.
Algumas pessoas me perguntam o que devem fazer e como não errar? Eu sempre oriento a se fazer uma reeducação comportamental, ou melhor, pôr em prática a educação social e virtual. As vezes nos preocupamos com tantas coisas e temos tantos afazeres que nos esquecemos do maior tesouro que temos “nossa família”. Do que adiantaria ganhar o mundo inteiro e perder o nosso bem mais precioso. Investimos tempo na carreira, nos negócios, em reuniões, articulações e deixamos nas mãos do acaso os nossos filhos. Hoje falamos da internet, mas, e o traficante, os malandros, a pedofilia, a gravidez, entre tantas coisas, esses sim, tem todo tempo do mundo para seduzi-los e ensina-los. 

Portanto, não seria a carreira, o dinheiro, os negócios igualmente e tão importante quanto a família?
 Afim de ajudar com o tema de hoje segue algumas orientações para lidar com essa problemática.
Oriente seus filhos em relação aos perigos da vida e suas consequências (quer seja criança ou adolescente). O diálogo é e sempre será o melhor caminho para o uso consciente da internet e todo distanciamento familiar.

Permita o uso do celular na presença de adultos. Evite computadores nos quartos ou nos cantos. Vire os monitores para que todos possam ver o que está sendo visualizado na internet.
Crie regras de uso do computador. Existem softwares que podem lhe ajudar nessa tarefa, como limitando o acesso à sites de pornografia, delimitando horários de uso, conferindo o histórico de busca, entre outros.

Ensine sobre o uso correto da internet também em celular e tablets. Mostre que as exposições podem deixar a família muito vulnerável.

Por fim, se a criança ou adolescente errar, ensine a maneira certa “com muita paciência”. Acompanhe 
a vida e o cotidiano. Tenha mais diálogos. Ouça. Ame acima de tudo. Quem ama cuida!
Se por qualquer motivo necessitar de ajuda ou orientações você pode me encontrar em todas as redes sociais e meu WhatsApp pelo site www.gilsonbiondo.com.br

Que seu dia seja muito abençoado! Gilson Biondo.

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