“Reprovação Escolar” representa o fracasso do aluno, da escola, dos pais ou de todos?

Dias atrás um amigo Conselheiro Tutelar, Juvêncio Assis, postou em redes sociais sua indignação sobre o “não” acompanhamento dos pais aos filhos no período de ano letivo e que consequentemente acabaram parando no Conselho Tutelar por conta de reprovação, indisciplina, baixo rendimento, evasão escolar, entre outros. Claro que, as opiniões se divergem diante de pontos de vista ou de qual lado da moeda você está.
Tendo em vista que o assunto é pertinente ao momento, uma vez que, ao findar do ano todos os pais receberão o boletim final dos filhos e terão em mãos a aprovação e a reprovação. Assim gostaria de tecer alguns comentários sobre o assunto.
Reprovação Escolar a culpa é de quem? Durante o ano recebemos Conselho Tutelar diversos encaminhamentos de escolas com relatórios diversos como já citei anteriormente, contudo, quando pesamos ter visto de tudo, lá vem uma novidade, como do tipo: crianças de 7 anos querendo resolver as diferenças com uma faca de carne que trouxe de casa. É claro que isso é só um detalhe em meio a uma imensidão de problemas no cotidiano, mas, que com certeza nos faz repensar. O tema em questão é muito abrangente, no entanto, gostaria de mencionar algumas variantes relevantes.

Muitos pais ficam furiosos com a escola e não aceitam que seu filho tenha reprovado o ano. É certo que, precisamos separar a demanda e entender o porquê tudo isso acontece.
Faltas. os pais dizem como a escola pode reprovar o filho por falta? É obvio que a escola não reprova ninguém por falta, mas sim, o aluno que se reprova por não ter o mínimo de presença exigido em grade para que seja suficiente sua aprovação. Os pais arregalam os olhos, mas, não conseguem explicar o porquê o filho teve mais de 250 faltas no ano, se ele mesmo o deixava no porão da escola.
Notas. Muitos pais ficam indignados com a reprovação pelo quesito falta e culpam a escola por não ter dado oportunidades ou os professores não serem bons o suficiente para que ele aprendesse a matéria como deveria.
Indisciplina. Muitos pais dizem desconhecer tais atitudes dos filhos, pois, em casa o comportamento é totalmente diferenciado.
Drogas. Temos muitos problemas de uso de drogas licitas e ilícitas dentro e fora das escolas envolvendo crianças e adolescentes.
Bom, estes são alguns dos muitos casos que passam pelo Conselho Tutelar e que precisamos sentar diante de pais e filhos (alunos) para tentar entender e ajudar a sanar o problema. Ocorre que na maior parte das vezes vemos que o pai não sabe de nada do que está acontecendo com seu filho. O fato se deve ao “não” acompanhamento dos filhos em seu no letivo. Escolher um culpado seria equivocado, já que, cada caso é um caso.
Penso que reprovação é oportunidade de reaprender bem. A palavra FRACASSO pode ser uma palavra destrutiva. O "fracasso" do aluno é, apenas, conseqüência de toda a "teia" educacional que se forma desde o berço. Acompanhar atentamente a evolução escolar, inclusive orientando pesquisas, colagens, leituras, etc..., apesar de trabalhar fora, deve ser a obrigação em amor de todos os pais. Contudo, a educação começa em casa; o educador, por essência, é o pai, a mãe, ou um responsável pela criação da criança. É esse que inibe programas "deseducadores" de TV e leitura nada pedagógica; é quem ensina como se comportar à mesa para as refeições, como usar os talheres, como ter postura para escrever, etc... Se esse não acompanhar a criança, não estará apto a exigir do Professor mais atenção ao pupilo. Esse último, "contaminado" pelos modernismos, muitas vezes é inábil p/educar os próprios filhos. Reprovação é, pois, reflexo de aluno "desacompanhado" p/a ascenção escolar


Acho que não devemos atribuir o fracasso dos autros a ninguém.Cabe aos pais orientarem seus filhos nos primeiros anos da vida escolar mas depois é ele que tem quem tem que por em prática o que aprendeu e para isso ele tem que estudar. Se colocarmos a responsabilidade dos alunos reprovados na escola,professores,pais....eles vão se achar vitímas e estudar cada vez menos. Acho que é de inteira responsabilidade do aluno o resultado no final do ano,seja ele bom ou ruim.

Penso que reprovação é oportunidade de reaprender bem. Ao aluno, que ler esse debate, FRACASSO pode ser palavra destrutiva. O "fracasso" do aluno é, apenas, conseqüência de toda a "teia" educacional que se forma desde o berço. Não sou profissional da educação; mas fui mãe/pai de três meninos. Acompanhei, atenta, sua evolução escolar, inclusive orientando pesquisas, colagens, leituras, etc..., apesar de trabalhar fora. A educação começa em casa; o educador, por essência, é o pai, a mãe, ou um responsável pela criação da criança. É esse que inibe programas "deseducadores" de TV e leitura nada pedagógica; é quem ensina como se comportar à mesa para as refeições, como usar os talheres, como ter postura para escrever, etc... Se esse não acompanhar a criança, não estará apto a exigir do Professor mais atenção ao pupilo. Esse último, "contaminado" pelos modernismos, muitas vezes é inábil p/educar os próprios filhos. Reprovação é, pois, reflexo de aluno "desacompanhado" p/a ascenção escolar

o Brasil é um dos países que mais reprovam. No ensino médio o índice chega a 13,1%. São quase 3 bilhões de dólares/ano gastos além do necessário, só nos anos finais da escolaridade. O pior é que, como mostram as pesquisas qualitativas e quantitativas, há grande relação entre repetência e evasão.

Não é à toa que o estudo recém-divulgado pelo Todos pela Educação mostra que apenas 54% dos jovens brasileiros conseguem concluir o ensino médio até os 19 anos. Dos jovens entre 15 e 17 anos, um a cada cinco ainda está no ensino fundamental, acumulando reprovações. E 15,7% abandonaram o estudo, certamente depois de experiências de fracasso escolar.

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