Como Ajudar uma Criança com Ansiedade


Chamado de o novo mal do século a ansiedade vem ganhando mais evidencias nos dias de hoje. É certo que a velocidade das informações e o pouco do conhecimento do que se fazer com ela, causa uma grande ansiedade em todo ser humano em geral. A ansiedade pode ser definida como o excesso do amanhã, ou seja, o deixar de viver intensamente o hoje e querer viver o futuro que por fim nem sabemos se vai realmente acontecer.

Os dias incertos nos projetam a grandes expectativas futuras, no entanto, não é saudável viver o amanhã sem lembrar que o hoje é muito mais importante. Parece clichê, mas, não podemos esquecer que estamos sendo observados constantemente pelas crianças e adolescentes que estão ao nosso redor e que elas absorvam tudo que sentimos e reproduzirão. O exemplo disso é quando alguém que está ao seu lado e dá uma bela gargalhada, mesmo sem saber o porquê, acabamos entrando na onda e isso nos arranca pelo menos um sorriso. E com a tensão e a ansiedade é a mesma coisa. Quando uma criança ou adolescente convive com pessoas preocupadas excessivamente ou demonstram sinais de ansiedade ou depressão é certo que quem estiver ao redor também poderá sentir o mesmo.

A ansiedade infantil pode se manifestar desde os primeiros anos de vida, ainda mais se ela for uma criança insegura ou se estiver diante de uma situação nova e não souber como lidar com aquilo. É comum a criança apresentar sintomas de ansiedade quando os pais se separam, quando mudam de casa, mudam de escola ou quando algum ente querido morre, e por isso diante destas situações os pais devem ficar atentos ao comportamento da criança, verificando se ela está feliz e confortável com a situação.
Normalmente quando a criança se sente segura, protegida e amparada, ela fica mais calma e mais tranquila. Conversar com a criança, olhando nos seus olhos, tentando perceber o ponto de vista dela ajuda a entender os seus próprios sentimentos, contribuindo para o seu desenvolvimento.

As crianças emitem sinais do que sentem e quando há relacionamento e convívio é fácil identificar mudanças de comportamento. Existem diversos sinais como na alimentação excessiva ou perda do apetite, mudança no estado de espirito perante a alguma notícia ou situação, inquietude, choro excessivo, isolamento, agressividade e irritabilidade, voltar a fazer xixi nas calças, entre tantas coisas em razão de bullying, abuso sexual, ameaças e etc.

A melhor forma de reverter este quadro e ajudar a criança ou adolescente começa sempre por um bom diálogo. Tenha muita paciência e faça com que a criança se sinta segura e amparada. Esclareça as dúvidas, ensine, participe da vida ativa da criança ou adolescente, ou seja, se relacionem. Obviamente que existem diversos recursos para se fazer com que a criança se sinta amada e protegida, contudo, é sempre bom contar com a ajuda de um Psicanalista para encontrar a raiz do problema.

Por fim, não trate na força, na violência ou no grito o que só pode ser feito com carinho, amor e compreensão. Dedique tempo e se relacione com seus pequenos, pois, eles esperam que você seja para eles, o seu porto seguro. Quem ama cuida! Tenha um dia abençoado.


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