AUTOMUTILAÇÃO: um mal que está ao nosso lado e nem percebemos.

Neste último domingo uma grande emissora de tv apresentou uma matéria mostrando a triste realidade de que 20% dos jovens brasileiros se mutilam, um problema que já os afeta mais do que as drogas, e que o bullying nas escolas é um dos principais causadores desse problema.
Infelizmente a matéria é bem verdadeira e uma realidade cruel para a cidade de Osasco. Nos últimos 60 dias tivemos que contabilizar com muito pesar 3 suicídios de adolescentes. Essa pode ser a verdadeira expressão de que algo está errado.

Como Conselheiro Tutelar me sinto na obrigação de lutar com todas as forças para tentar pelo menos minimizar estes efeitos. Com mais de 50 palestras gratuitas de prevenção e promoção de direitos de crianças e adolescentes no segundo semestre de 2016, no qual, faço questão de abordar em quase todos os temas uma breve explicação e conscientização sobre abuso sexual e automutilação. Dois assuntos com índices altíssimos de casos não registrados. Faço também o incentivo ao final da palestra para todos usarem o disk 100 (disk direitos humanos) caso tenham alguma suspeita de violação de direitos ou perigo eminente a qualquer criança ou adolescente.

O curioso é que diante dos expos nas palestras muitos adolescentes imediatamente começam a chorar e ou me procuram ao final para poderem conversar um pouco. A automutilação as vezes é encarada como uma forma de chamar a atenção, ou até mesmo, feito por pessoas mimadas que não aceitam ouvir não. No entanto, todo cuidado é pouco e a atenção aos fatos pode ser de suma importância para prevenir qualquer desajuste futuro. Pare e pense por um instante... você teria coragem de se auto mutilar? A maioria “não” com certeza. A automutilação é considerada não suicida, mas, subestimar a capacidade de quem tem coragem de fazer coleções de cortes no corpo, com certeza, não seria muito prudente.

As portas de entrada podem ser o bulluying, falta de atenção, causas marcantes emocionais, despreso, entre outros. Os sinais aparentes são tristeza, isolamento, angustia, mudança no comportamento, entre outros.

 Hoje quis falar um pouquinho desta realidade para chamar a atenção dos diversos problemas que ocorrem nos lares de muitas famílias e as vezes não sabem como resolverem tais problemas. Se você se deparar com este quadro dentro de sua própria família ou conversar com algum amigo e identificar o problema faça o seguinte:

Procure ajuda psicológica. Procure entender os motivos e ouvir o que a criança ou adolescente tem a dizer. AME acima de tudo. Procure o Conselho Tutelar mais próximo de sua casa e peça ajuda. E se por acaso necessitar de uma palestra ou de orientações, conte comigo, meu watsapp, email e redes sociais você encontrará no meu site www.gilsonbiondo.com.br
Não feche seus olhos! Não ignore! Não deixe ser tarde demais!
AME! SUA FAMÍLIA PODE ESTAR PRECISANDO DE VOCÊ!

Que seu dia seja muito abençoado.

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